quarta-feira, 21 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Paris, Paris, Paris ...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Música Maestro
Chegamos à França, cortamos o norte da Itália e vimos mais picos nevados. Milano se apresentou como uma grande estação de ferro. Foram 8 horas em três trens, um bom, outro velho e um francês novinho lotado: greve na SNCF, a companhia de trens daqui.
Arrivederci Venezia
Muita bagagem
Picos nevados nos norte da Itália
Milano em Ferro
A Riviera encheu de sol nossos corações desde a Itália, que aqui acaba em Ventimiglia, que de alguma forma nos lembrou as casas trepadas no morros de Minas Gerais.
Ventimiglia, fronteira Italia - França
A Riviera Francesa
Dica: no caminho de Milano a Genova, achamos uma radio bem legal. Chama-se LIFEGATE e é uma radio natureba, com um proposta sustentável. Clique no link abaixo para ouvir online.

Tem que ouvir para saber. Nós gostamos!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Veneza descascada
Ficamos devendo um post de Venezia, adiantado anteriormente quando falamos de transporte e Vaporetto. Faltou falar das construções, ou seja, a parte da cidade que fica parada, pelo menos bidimensionalmente, já que a cidade parece afundar, como veremos daqui a pouco.
Venezia é um amontoado de ruelas, campos, microcanais e canais, cuja planta lembra um peixe, localizado bem no centro de uma grande laguna que se comunica ao mar Adriático, na costa nordeste da Itália. O mais famoso dos canais, o Grande Canal ou Canalasso, corta o peixe ao meio e constitui-se numa sequência de palazzos descascados de dois, três e mais andares.

A pergunta é: por que não se restauram os edifícios? Falta dinheiro? A crise econômica pegou todo mundo e ninguém mais quer lançar mão daquela poupança guardada para a reforma da casa própria? Não mesmo, segundo o nosso guia (que não é Wikipedia, não dessa vez) informa que há normas rigorosas relativas à fachadas, impostas pelo IPHAN deles, em que somente estuque poroso pode ser utilizado para restaurações, uma vez que qualquer outro material não resistirá à umidade, à salinidade e aos ventos fortes da região, o que pode ser perigoso aos passantes. Como resultado, fachadas recém rebocadas começam a se desmanchar semanas após a aplicação.
Flores, roupas penduradas, edifícios levemente inclinados e o sol adicionam cor, luz e sombra e tudo fica com um ar charmosamente antigo, gasto e decadente. Por assim dizer, absolutamente bela. Haja foto!!!
Palazzos, cor, luz e sombra em Venezia
Além disso, tudo parece muito difícil para quem vive ali, o tempo parece outro e numa volta de vaporetto ao redor da cidade, mais ou menos 15 km, pode-se levar quase duas horas. Supermercado, vimos três, dois fora da cidade, em Lido e Murano. Como não existem carros, não se vai o shopping comprar meias, por exemplo. Sacos de arroz, caixas de leite, móveis, cachorro, tudo no vaporetto. Até caminhões andam de barco na cidade.
Barcos com mercadorias
Caminhões sobre água
Não obstante, boa parte da cidade parece estar em obras, inclusive a piazza de San Marco, onde é possível se observar um crime. A Bulgary simplesmente envelopou a famosa Ponte dei Sospiri, associando, com arrogância e gosto duvidoso, a sua marca a uma obra de arte. "Il cielo dei sospiri", tá bom, tomara que eles estejam pelo menos pagando bem a conta da reforma. O mesmo fez a Benetton com San Simeone Piccolo. Vamos ter que esperar a próxima viagem para ver tudo no contexto original.
Bulgary e Il cielo dei sospiri
San Simeone Piccolo
Por falar em obra de arte, o momento mais especial dos quatro dias em Venezia foi a visita à Peggy Guggenheim Collection (clique aqui para ver o site). Num palazzo inacabado, chamado Venier dei Leoni, uma senhora, comprando um quadro ao dia, guardou em meio a móveis simples, paredes brancas e cachorros, uma das maioes coleções de arte moderna do mundo. Antes de morrer doou tudo à fundação criada por um tal de Solomom R. Guggenheim, seu tio. Tipo, gente fina é outra coisa!

Peggy Guggenheim e dois dos seus babies, pelos canais de Venezia
Vimos Picasso, Braque, Dumchamp, Chagal, Klee, Léger, Picabia, Malevich, Dali, Magritte, Miró e o surrealismo de um tal de Max Ernest, que muito impressionou. Pra quem já viu o filme The Village de M. Night Shyamalan, é grande a semelhança entre os monstros produzidas por cada um.
The Antipope de Max Ernest, (1941–42) e The Village de M. Night Shyamalan (2004)
No jardim de esculturas, nos fundos do pallazo (em veneza o fundo está para a rua e a frente para o canal) foram guardadas suas cinzas, mesmo lugar onde costumava enterrar seus babies. Ao lado, Yoko Ono plantou uma árvore. Na oportunidade, marcamos um encontro com Dalí, em Paris, em dez dias.
De Yoko para Peggy, com carinho
La Naissance des désirs liquides, 1931–32
Nota: todas as obras da Peggy Guggenheim Collection, estão disponíveis para download em http://www.guggenheim-venice.it/inglese/collections/index.html
O que mais falar de Venezia? Que Murano é bonitinha e bem pertinho, com um monte lojinhas de vetri, mas cuidado, os chineses estão por toda parte, vendendo por vidro por lebre. Que o Lido é a praia deles, onde se pode tomar banho de sol de roupa e cachecol. Que a Ponte della Constituizone, de Calatrava, mesmo sem acessibilidade, é uma obra prima e que a basílica de São Marcos rivaliza com São Francisco de Assis de Ouro Preto ... Eita, dor de cotovelo!!
Murano: a pequena Venezia
Astros no Lido: e o festival é só em Setembro
Ponte della Constituizone
O fato é que a basílica, cujo piso afundou em alguns pontos, e a piazza de San Marco impressionam pelo dourado e pelos bordados, bem ao gosto da tradição estética veneziana que mistura a tradição clássica herdada e cultuada pelos italianos ao colorido do oriente médio, tendo sido por isso, chamadas por Napoleão de a sala de visitas da Europa.
Aller à la France!!!
Detalhes da fachada e interior da Basílica
Palazzo Ducale e leão símbolo da cidade
Campanille
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