Uma das grandes curiosidades sobre este velho continente era sobre o nível de qualidade na prestação dos serviços, principalmente os transportes. Bem pelo menos da Itália, já temos o que contar.
O país possui uma malha ferroviária invejável quando observada por nós brasileiros, tanto que é possível observar-se delineada a bota apenas com o esquema das linhas da Trenitalia.
Os horários são britânicos, ops scuze, impecáveis, as estações são grandes e como vimos possuem certa importância na paisagem urbana. A Termine de Roma é assim, nela cruzam-se o Leonardo Express, vindo do desorganizado Aeroporto Leonardo DaVinci, na periferia da capital; as centenas de linhas de ônibus que cortam toda a cidade, integradas ao tramway e aos charmosos trenzinhos da metade do século passado e o metrô.
EstaçãoTermine em Roma
De novo Santa Maria Novela em Firenze
Trenzinhos charmosos na Piazza del Resorgimiento, em Roma: integração total
Ahh, o metrô romano é caos: confuso, sujo, cheio, sem mapa nas estações nem comunicação visual eficiente. Os usuários parecem recompensar tudo isso com o interminável fura fila das máquinas do biglette automatico. Puro determinismo comportamental! Não por caso, foi o único lugar onde vimos controle de acesso ao sistema. Estranho , né! No restante, só a boa vontade e consciência do usuário em comprar seu bilhete e só depois usar o transporte. Existem sim as maquininhas amarelas para marcar a hora e validar o acesso.
Como cidade de 3 milhões de habitante, Roma possui outros probleminhas tais como estacionamentos, aí o smart car impera absoluto, estacionando de frente de lado e até na diagonal. ônibus de turismo de dois andares, além das motocicletas BMW e Susuki, netas mais novas das famosas Vespas, infernizam ainda mais o trânsito das cidades italianas.
Smart car, absoluto
Algumas poucas experiências com o carro elétrico apontam para um ainda tímido futuro muito diminuídos pelos imensos Alfa Romeo dos Carabinieri.
Carro elétrico em Firenze
Batmobile romano
Não podíamos deixar de falar que passamos por Bologna, um importante nó ferroviário, quando de Firenze à Venezia.
Nó à bolognesa
Em Veneza, tudo muda, da cidade falaremos mais adiante, talvez já na França onde a internet for mas popular. É verdade, a cidade está na idade bizantina em matéria de rede mundial. Voltando ao transporte, saem os veículos sobre rodas, confinados nas proximidades do porto, entram logicamente os barcos. Milhares deles: os menorzinhos à motor de popa, as soturnas gôndolas, ambulanzas e poderosos voporettos, além dos gigantescos transatlânticos que entornam na cidades milhares de turistas franceses, japoneses, chineses, indianos, russos, além dos discretos brasileiros, entre outros. São comuns os congestionamentos de gente e barcos, numa estranha e curiosa dança sobre as águas.
Ambulanza em alta velocitá per Canalasso
Piazza de San Marco
Os vaporetto são um espetáculo à parte. São seguros, rápidos, pontuais, confiáveis e eficazes. Entra-se e sai do barco sem ninguém perguntar nada, e as filas para compra do bigleto estão sempre cheias. Chega-se com eles a todos os cantos da cidade, ou melhor, da laguna. Às vezes pegávamos o itinerário inverso só para ver dos canais, os palazzos da margem oposta. Desvantagem, são caros: 6,50 euros a viagem ou 23 euros pelo uso ilimitado por 36 horas. Acreditem, vale a pena!!
Vaporettos pelo Canalasso
Nós aqui embarcados num vaporetto rumo a Lido
Agora, mais um videozinho surpresa, do Vaporetto chegando à San Marco
Tema: Drink To Moving On, by Gran National
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